Acompanhe um território e compare sua trajetória com pares e referências funcionais.
Talento local só vira desenvolvimento quando o território aprende a competir, cooperar e melhorar.
Os Amistosos do Desenvolvimento colocam um território frente a frente com uma referência internacional de função semelhante. O objetivo não é produzir um campeão por duelo, mas revelar a distância para a fronteira, testar indicadores, aprender com outra trajetória e organizar uma missão verificável. A participação é aberta a municípios, redes de cidades, regiões funcionais, corredores e clusters.
Amistoso bom não serve para proteger reputação: serve para descobrir onde o time precisa treinar. Cada território confronta sua trajetória, seus pares e uma referência internacional especializada. O resultado é uma agenda de preparação, não uma medalha.
O território é onde indicador, instituição e experiência concreta se encontram.
Os Amistosos podem servir como laboratório de observação e ação local.
Mapeie capacidades, gargalos e relações entre empresas, ciência, governo e sociedade.
Descubra iniciativas, organizações e soluções que ainda não aparecem nos dados agregados.
Repórteres de Campo e Capitães ganharão papel especial nas missões locais. O Cartola Local cuidará dos Territórios em mandato temporário, renovável conforme entregas e resultados verificáveis.
Três resultados evitam comparar o incomparável.
Uma metrópole não ganha automaticamente de uma região menor porque herdou mais ativos. A avaliação separa evolução, comparação entre pares e distância para a fronteira internacional.
Trajetória
Mede a evolução em relação à própria linha de base.
Pergunta: o território está avançando?
Pares
Compara territórios de porte, função e desafios semelhantes.
Pergunta: quem resolve melhor um desafio comparável?
Referência global
Confronta capacidades com um território que chegou à fronteira na especialização escolhida.
Pergunta: qual desempenho queremos alcançar?
O Art. 3º impede que tecnologia seja avaliada apenas por faturamento.
Tecnologia só conta como desenvolvimento quando fortalece instituições, produz valor, reduz desigualdades e melhora a vida de todos.
Governança, confiança e direitos
Coordenação entre atores, dados públicos, segurança digital, interoperabilidade, participação e proteção de direitos.
Empresas, inovação e captura de valor
Densidade empresarial, P&D, produtividade, exportações, fornecedores locais, capital e transformação de conhecimento em soluções escaláveis.
Talentos, conectividade e mobilidade social
Formação acessível, primeiro emprego, renda, inclusão digital e distribuição territorial das oportunidades.
Diversidade, acessibilidade e qualidade de vida
Participação de grupos sub-representados, serviços acessíveis e infraestrutura digital ambientalmente responsável.
Cinco territórios brasileiros treinam contra referências internacionais especializadas.
As referências foram escolhidas por afinidade funcional, não para produzir cópias: cada uma ilumina uma capacidade que o território brasileiro precisa aprofundar.
Manaus · polo industrial e tecnológico
Missão: transformar escala fabril e incentivos em engenharia local, software, fornecedores, talentos e inovação amazônica.
O pareamento deverá refletir a combinação própria de indústria eletrônica, logística amazônica, incentivos e desafios de adensamento tecnológico.
Recife · Porto Digital
Missão: ampliar escala, inclusão e interiorização preservando a densidade institucional do distrito.
Distrito que integrou inovação, requalificação urbana, universidades, empresas e experimentação de serviços.
Fonte oficial · Estratégia de Barcelona ↗Brasília-DF · GovTech, dados e BIOTIC
Missão: converter poder de compra e desafios do Estado em empresas, produtos exportáveis e melhores serviços ao cidadão.
Referência em infraestrutura pública digital, identidade eletrônica, serviços online e articulação com empresas de tecnologia.
Fonte oficial · e-Estonia ↗Região de Campinas · pesquisa, telecom e engenharia
Missão: converter excelência científica, infraestrutura tecnológica e engenharia em empresas de produto, produção local, capital e liderança internacional.
Fronteira em P&D empresarial, indústria eletrônica, fornecedores, patentes, capital e empresas tecnológicas de escala global.
Fonte oficial · Governo de Shenzhen ↗Florianópolis · software e startups
Missão: internacionalizar empresas, ampliar escala e distribuir a prosperidade digital para mais pessoas e localidades.
Região universitária de porte médio com alta concentração de talentos, empresas globais, startups e hubs público-privados.
Fonte oficial · Waterloo EDC ↗O placar mostra a distância para a fronteira — não um campeão antecipado.
Cada súmula distribui até 15 pontos em cinco provas. Só a primeira já foi apurada; as demais permanecem sem nota até terem fonte, método e contraditório.
Qualquer território pode marcar um amistoso.
O perímetro pode ser administrativo ou funcional, mas precisa ser inteligível, justificável e reproduzível.
Cinco requisitos para entrar
- Perímetro: localidades claramente identificadas.
- Time territorial: poder público, conhecimento, empresas e sociedade.
- Linha de base: poucos dados, mas comparáveis e reproduzíveis.
- Missão: desafio concreto, prazo, beneficiários e resultado verificável.
- Compromisso aberto: publicar método, evidências e soluções reutilizáveis.
“Território estratégico não é o que se declara importante. É o que organiza capacidades para resolver um problema que importa.”
Municípios, consórcios, regiões metropolitanas, regiões intermediárias, corredores, territórios rurais, ecossistemas de inovação e clusters podem participar.
O mapa, a prova e a solução precisam ser auditáveis.
O VAR revisa perímetro e método. Cartões ficam reservados a manipulação grave. O resultado mais valioso é uma solução que outro território consegue adaptar.
Perímetro e métricas sob revisão
A súmula explica por que o território forma uma unidade funcional e como uma fronteira alternativa mudaria o resultado.
Cartão amarelo: usar a marca de cluster sem equipe, missão, indicadores ou governança executável.
Cartão vermelho: excluir grupos ou redesenhar o mapa deliberadamente para inflar o placar.
Missões em comum
Territórios com o mesmo gargalo trabalham juntos sobre evidências e experiências comparáveis.
Playbooks territoriais
Governança, instrumentos, indicadores, custos, riscos e passos de implementação ficam disponíveis para adaptação.
Transferência entre territórios
Quem testou uma solução ajuda a próximo território a reduzir tempo, custo e erro.
O território entra em campo primeiro pela conversa pública.
Nesta fase, a República em Jogo não coleta inscrições nem dados por formulário. A mobilização começa nas redes sociais: compartilhe o recorte territorial, a missão e as evidências e convoque instituições locais para o debate.
Publique uma convocação territorial.
Leve para a rede uma mensagem simples: qual é o território, qual problema ele quer resolver, quais ativos já possui e quem precisa entrar em campo. Marque universidades, empresas, governos locais, associações e cidadãos que conhecem o território.
Cinco perguntas bastam para o primeiro passe.
- Perímetro: que municípios, bairros ou corredor formam o território?
- Missão: qual problema concreto deve ser atacado?
- Ativos: empresas, universidades, infraestrutura e competências existentes.
- Equipe: quem precisa participar da solução?
- Evidências: quais dados sustentam o diagnóstico inicial?
Quando houver governança e curadoria suficientes para receber contribuições diretamente, a plataforma poderá ativar mecanismos próprios de participação.