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1 · Súmula publicada · Objetivo I · Liga da Sociedade Livre, Justa e Solidária

Mortes violentas: como transformar a queda histórica em capacidade permanente de proteger a vida?

O Brasil chegou à menor taxa de mortes violentas da série recente. A nova régua pergunta se a queda está virando capacidade duradoura de prevenir, investigar, responsabilizar e proteger — em todos os territórios e grupos.

Índice da súmula
2 · Placar · resultado em 3 minutos

A violência letal caiu. Agora o país precisa provar que sabe sustentar a queda e fechar suas desigualdades.

O Brasil chegou em 2025 à menor taxa de MVI desde 2012, mas segurança de excelência não é apenas morrer menos em um ano: é prevenir, investigar, responsabilizar e reduzir simultaneamente homicídios, feminicídios e letalidade policial em toda a federação.

19,1BrasilMVI por 100 mil · 2025

A taxa nacional caiu para 19,1 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes em 2025.

−8,2%Variaçãotaxa nacional frente a 2024

A queda de 8,2% em relação a 2024 mostra uma melhora forte no agregado nacional.

7,6Melhor UFSanta Catarina · 2025

Santa Catarina registrou 7,6 por 100 mil, a menor taxa estadual da rodada.

42,5DesigualdadeAmapá · maior taxa estadual

O Amapá chegou a 42,5 por 100 mil — mais de cinco vezes a taxa de Santa Catarina e sinal da desigualdade territorial.

Por que estamos aqui

O que mais ajuda a explicar o placar

  • violência concentrada em redes, microterritórios e grupos específicos, exigindo foco sem estigmatização
  • capacidade desigual de investigação: apenas 36% dos homicídios de 2023 foram esclarecidos até o fim de 2024
  • crime organizado, armas e prisões operam interestadualmente, enquanto dados e inteligência ainda são fragmentados
  • políticas de uso da força, prevenção juvenil e proteção de mulheres precisam avançar junto com a queda agregada
Por que importa

O efeito sobre desenvolvimento e vida cotidiana

Violência letal reduz liberdade, expectativa de vida, confiança, investimento e capacidade escolar e produtiva. O custo é humano, distributivo e institucional — e se concentra de forma extrema em territórios e grupos específicos.

O que muda o jogo

A direção da virada

Construir uma pilha de capacidade: dados comparáveis, prevenção focalizada, inteligência, investigação/perícia, rastreio de armas, uso responsável da força, proteção contra feminicídio e governança prisional integrada pelo SUSP.

Se você parar aqui:A vitória não é apenas uma taxa menor. É uma federação em que a proteção da vida deixa de depender do CEP, da cor, da idade ou de qual camada do sistema falhou.
3 · Tradução do jogo

No papo da arquibancada

É a diferença entre deixar seu filho voltar a pé para casa e ficar acordado até ouvir a chave na porta.

Quando a violência é alta, a vida encolhe. O comércio fecha mais cedo, a família evita a praça, muda o caminho da escola e pensa duas vezes antes de pegar o ônibus à noite. Quando as mortes violentas caem de verdade, não muda só uma estatística: muda a liberdade de circular sem medo.

Na vida real: Pense numa mãe cujo filho sai do curso às 21h. Num bairro seguro, ela espera que ele chegue. Num bairro dominado pela violência, ela acompanha o celular, pede para alguém buscá-lo e evita que ele volte sozinho. É esse pedaço da vida que a taxa tenta captar.

O exemplo tem limite: Uma taxa alta mostra o tamanho do risco, mas não diz sozinha de onde ele veio. Armas, crime organizado, policiamento, investigação, juventude vulnerável e o próprio território podem pesar de formas diferentes.

4 · Tabela do Campeonato

O país melhorou no agregado; a distância entre estados mostra quanto de capacidade ainda falta construir.

A régua 3–1–0 continua sendo convenção editorial do Campeonato. Para avaliar excelência, a nova súmula lê a taxa junto com investigação, violência contra grupos vulneráveis, uso da força e capacidade de sustentar a melhora.

Pos.ReferênciaMVI por 100 mil hab.Pts
1ºSC Santa Catarina7,63
2ºSP São Paulo7,83
3ºDF Distrito Federal9,63
4ºRS Rio Grande do Sul11,33
5ºMG Minas Gerais12,91
6ºPR Paraná15,51
7ºGO Goiás16,51
8ºPI Piauí17,11
9ºAM Amazonas18,51
10ºTO Tocantins19,31
11ºRR Roraima19,51
12ºMS Mato Grosso do Sul20,21
13ºAC Acre21,61
14ºES Espírito Santo22,01
15ºSE Sergipe22,11
16ºRJ Rio de Janeiro22,61
17ºMT Mato Grosso22,91
18ºPB Paraíba24,61
19ºRO Rondônia28,10
20ºPA Pará28,40
21ºRN Rio Grande do Norte29,10
22ºMA Maranhão29,70
23ºPE Pernambuco33,00
24ºAL Alagoas33,10
25ºCE Ceará34,70
26ºBA Bahia36,80
27ºAP Amapá42,50
5 · Brasil por dentro

Por que os estados jogam diferente

Diagnóstico territorial

O que explica as diferenças do placar

A queda histórica é real. O próximo salto é transformar resultado em capacidade permanente.

Em 2025, o Brasil registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais e taxa de 19,1 por 100 mil habitantes, queda de 8,2% em relação a 2024 e o menor nível da série do Fórum Brasileiro de Segurança Pública iniciada em 2012. O avanço merece ser reconhecido. O país também atingiu antecipadamente a meta nacional de levar a taxa de homicídios para abaixo de 16 por 100 mil. Mas uma boa política pública não encerra a análise quando a curva cai: pergunta **por que caiu, onde a capacidade melhorou, quais riscos permanecem e como impedir reversões**.

A diferença entre Santa Catarina, com 7,6 MVI por 100 mil, e Amapá, com 42,5, mostra que a proteção da vida continua territorialmente muito desigual. Essa dispersão não é simples reflexo de “mais ou menos polícia”. Ela emerge de mercados criminais, circulação de armas, facções, prisões, demografia, desigualdade, urbanização, capacidade investigativa, policiamento, justiça, prevenção social e qualidade da coordenação estatal. A taxa é o placar final de um sistema muito maior.

Por isso, esta súmula passa a tratar segurança como uma **pilha de capacidade pública**: prevenir concentração de risco; produzir inteligência; policiar com foco e legitimidade; investigar; periciar; transformar prova em responsabilização; gerir prisões sem fortalecer redes criminosas; proteger vítimas e testemunhas; e aprender com resultados. Um estado pode melhorar uma camada e continuar vulnerável em outra. Excelência é fazer a cadeia inteira funcionar.

A violência é concentrada — e essa concentração é uma oportunidade de política.

Violência letal não se distribui aleatoriamente entre pessoas ou territórios. Homens jovens e negros continuam desproporcionalmente expostos, e o Anuário de 2026 registrou 2.079 mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes em 2025. Concentração não deve virar estigma territorial ou racial; deve virar precisão de política: microterritórios, grupos em risco, conflitos recorrentes, armas e redes precisam ser identificados com granularidade suficiente para que prevenção e repressão sejam proporcionais ao problema.

A literatura de dissuasão focalizada ajuda a entender o princípio sem oferecer uma receita universal. Uma revisão atualizada publicada em 2026, com 50 avaliações controladas e nove experimentos randomizados, encontrou redução estatisticamente significativa do crime, com efeitos particularmente relevantes em violência armada associada a grupos. A lição transferível não é importar o modelo de Boston; é combinar diagnóstico local, foco sobre os atores e situações de maior risco, mensagem clara de consequências, serviços e alternativas, coordenação interinstitucional e avaliação. A evidência internacional precisa ser testada no contexto brasileiro antes de escalar.

Segurança de alta performance mede também investigação — e o Brasil ainda deixa a maior parte dos homicídios sem resposta rápida.

Reduzir mortes é a primeira obrigação. Esclarecê-las é a segunda. A 8ª edição de *Onde Mora a Impunidade?* estimou que apenas 36% dos homicídios de 2023 foram esclarecidos até o fim de 2024. O indicador só pôde ser calculado para 17 unidades da Federação, o que revela simultaneamente baixa capacidade investigativa e fragilidade informacional.

Isso muda a pergunta de gestão. Não basta contabilizar inquéritos, operações ou prisões. Cada estado deveria acompanhar o **tempo morte → autoria identificada → denúncia → julgamento**, distinguindo estoque de casos antigos, qualidade da prova e velocidade da resposta. Perícia, preservação de local de crime, análise balística, inteligência, interoperabilidade de bases e equipes especializadas não são detalhes internos das polícias civis; são infraestrutura de Estado de Direito.

O Projeto Nacional de Investigação de Homicídios do MJSP já reconhece esse gargalo ao buscar fortalecer unidades especializadas, tecnologia, capacitação e integração com Ministério Público e Judiciário. O passo seguinte deveria ser um indicador nacional oficial, comparável e tempestivo de esclarecimento, conectado a apoio técnico e financiamento para estados que apresentem os maiores gargalos.

O crime organizado opera em rede; o federalismo da segurança ainda precisa operar mais como rede.

Facções, armas, drogas, lavagem de dinheiro e comandos prisionais atravessam fronteiras municipais e estaduais. Um estado pode melhorar policiamento ostensivo e continuar vulnerável se armas entram por outra rota, se uma facção coordena crimes a partir de presídios distantes ou se fluxos financeiros permanecem invisíveis. Isso torna o SUSP uma arquitetura central, não apenas fórum de cooperação.

A fronteira está em integrar inteligência policial e penitenciária, rastreamento de armas e munições, análise financeira, dados de mandados, veículos e telecomunicações dentro de regras claras de acesso, finalidade e auditoria. O objetivo é reduzir a vantagem de escala das organizações criminosas sem criar um Estado opaco. Segurança eficiente e proteção de direitos não são objetivos rivais: dados ruins, tecnologias sem governança e operações sem avaliação podem produzir custo social alto com pouco efeito sobre a violência que importa.

Controle de armas deve ser tratado como gestão de estoque, rastreabilidade e investigação — não apenas como debate abstrato sobre posse.

O ciclo recente de expansão do mercado legal de armas perdeu força, mas o estoque acumulado permanece relevante e parte dele pode alimentar desvios para mercados ilícitos. O problema público envolve cadastro, fiscalização, munições, rastreamento balístico, apreensão, origem das armas recuperadas em crimes e capacidade de interromper canais de abastecimento.

A agenda precisa conectar Polícia Federal, Exército, polícias estaduais, perícia e Sinesp para responder perguntas operacionais: de onde veio a arma usada no homicídio? quando entrou no mercado? foi furtada, desviada, revendida ou adulterada? quais redes aparecem repetidamente? Controle inteligente de armas é investigação de cadeia de suprimento aplicada à violência letal.

Letalidade policial é parte do placar — não uma nota de rodapé.

Em 2025, 6.602 pessoas morreram em intervenções policiais, alta de 5,4% em relação a 2024. Ao mesmo tempo, 139 policiais foram vítimas de mortes violentas intencionais. Uma política madura precisa proteger a população e os próprios profissionais, reduzindo situações em que encontros entre polícia e cidadão terminam em morte.

Isso exige protocolos de uso da força, supervisão, treinamento, investigação independente, proteção dos agentes, planejamento operacional e tecnologias avaliadas. O caso das câmeras corporais em São Paulo é instrutivo: estudos com desenho quase experimental encontraram redução significativa no uso letal da força quando a tecnologia operou dentro de protocolos e supervisão. A lição é mais institucional do que tecnológica: **câmera sem regra, acionamento, cadeia de custódia e accountability não produz automaticamente o mesmo efeito**.

A queda agregada pode coexistir com violências que pioram — portanto, uma boa régua precisa abrir o resultado.

O recorde de 1.571 feminicídios em 2025, alta de 4%, mostra o limite de uma leitura triunfalista do indicador agregado. Violência doméstica, feminicídio, letalidade policial e vitimização de crianças e adolescentes podem seguir trajetórias diferentes da MVI total. Liderar o Campeonato exige reduzir o agregado e fechar essas lacunas.

A política também precisa reconhecer que os mecanismos diferem. Feminicídio exige capacidade de identificar escalada de risco, fazer medida protetiva funcionar, compartilhar informação entre polícia, justiça, saúde e assistência e intervir antes do desfecho fatal. Violência juvenil exige escola, oportunidades, proteção social, urbanismo, mediação e ação focalizada sobre redes armadas. Uma única métrica não pode gerar uma única política.

Prisões podem reduzir capacidade criminal — ou funcionar como infraestrutura de recrutamento e comando.

O sistema prisional pertence à política de homicídios porque organizações criminosas podem recrutar, disciplinar e coordenar mercados ilícitos de dentro das unidades. Inteligência penitenciária, separação baseada em risco, controle de comunicação ilícita, trabalho, educação, saúde e reinserção são dimensões de segurança pública, não assuntos administrativos desconectados da rua.

A pergunta de desempenho é se o sistema reduz a capacidade de reincidência e comando criminal sem produzir violações que corroem legitimidade e alimentam recrutamento. A coordenação entre política penitenciária e prevenção de homicídios precisa aparecer nos planos estaduais e no SUSP.

A federação precisa transformar segurança em uma disciplina de aprendizagem.

O Espírito Santo oferece um caso especialmente valioso porque o Estado Presente foi submetido a avaliação de impacto. Estudo do IJSN estimou que a política contribuiu para evitar entre 1.294 e 1.600 homicídios entre 2019 e 2022, a depender do intervalo estatístico. Isso não autoriza copiar a marca do programa em outro estado. Autoriza fazer algo mais útil: decompor foco territorial, governança, prevenção, repressão qualificada, continuidade e monitoramento para testar quais mecanismos viajam.

O salto de qualidade é criar um **Balanço Estadual de Proteção da Vida**. Cada UF deveria publicar, além da MVI, homicídios, feminicídios, letalidade policial, vitimização de policiais, esclarecimento, armas recuperadas/rastreadas, concentração territorial, violência juvenil, reincidência e execução das principais políticas. A melhor rede de segurança não é a que esconde erro: é a que detecta rapidamente, corrige e compartilha o aprendizado.

Vantagens × gargalos

Capacidades para construir — obstáculos para remover

Vantagens e capacidades
  • A taxa nacional de MVI chegou ao menor nível desde 2012, mostrando que trajetórias de violência podem mudar.
  • O Brasil dispõe de SUSP, PNSP, Sinesp, polícias especializadas, perícias e crescente base de dados para construir coordenação federativa.
  • Há experiências estaduais avaliadas e uma literatura internacional mais robusta sobre intervenções focalizadas, investigação e uso da força.
O que trava a virada
  • Amapá registrou taxa de MVI mais de cinco vezes a de Santa Catarina em 2025: a proteção da vida continua fortemente territorial.
  • Apenas 36% dos homicídios de 2023 foram esclarecidos até o fim de 2024 e nem todos os estados entregam dados comparáveis.
  • Feminicídios e letalidade policial cresceram mesmo com a queda da MVI total, revelando problemas que o agregado esconde.
  • Facções, armas e comando prisional atravessam fronteiras e exigem capacidade interestadual e federal muito maior.
Estados em movimento

O que os estados já estão fazendo

MJSP

Projeto Nacional de Investigação de Homicídios

A Senasp busca fortalecer unidades especializadas, infraestrutura, tecnologia e integração para elevar esclarecimento.

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Espírito Santo

Estado Presente avaliado

A existência de avaliação de impacto transforma o caso em laboratório de aprendizagem para a federação.

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PNSP/SUSP

Metas e coordenação já existem — precisam ganhar mais capacidade

O plano nacional conecta redução de homicídios a prevenção de grupos vulneráveis, investigação, armas e crime organizado.

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Principais jogadores

Quem influencia o placar

Estados, secretarias e polícias

Controlam grande parte da prevenção, policiamento, investigação, perícia e gestão prisional que determina o placar.

MJSP, SUSP, PF e Senappen

Precisam tornar crime interestadual, armas, inteligência, prisões e dados uma arquitetura nacional interoperável.

MPs, Judiciário e defensorias

Transformam investigação em responsabilização e controlam legalidade, uso da força e proteção de direitos.

Municípios, escolas, saúde e assistência

Atuam sobre juventude, violência doméstica, urbanismo, saúde mental e outros riscos antes que virem morte.

⭐

Craque do jogo · política que mede mecanismo e efeito

Experiências avaliadas, como o Estado Presente, ajudam a federação a aprender mais do que programas celebrados apenas porque coincidiram com uma queda.

⚽

Bola murcha · comemorar a queda e ignorar investigação, feminicídio ou letalidade policial

Uma taxa agregada melhor não autoriza o Estado a tratar como laterais as mortes que continuam concentradas em grupos vulneráveis ou decorrentes de sua própria atuação.

6 · Aprofundamento

A partida por dentro

6.1 · Tópicos especiais

Questões que mudam a leitura do placar

6.1 · MVI é placar final; a política precisa enxergar a cadeia inteira.

Prevenção, inteligência, policiamento, investigação, perícia, responsabilização, prisão e reinserção são capacidades distintas. Medir apenas mortes incentiva governos a olhar o resultado sem saber qual camada está falhando.

6.2 · Foco territorial não é estigmatização.

Hotspots e grupos de alto risco podem orientar recursos, mas a intervenção precisa ser proporcional, temporalmente revisável, auditável e combinar segurança com serviços. Território de risco não é população culpada.

6.3 · Elucidação deve virar indicador nacional oficial.

A fragmentação de dados impede comparar todos os estados. O país precisa de definição comum, coorte temporal, qualidade de registro e publicação regular do percurso homicídio → denúncia → julgamento.

6.4 · Feminicídio exige uma cadeia própria de prevenção do risco fatal.

Medidas protetivas, reincidência, acesso a armas, ameaças, histórico de violência e falhas de comunicação entre serviços precisam ser tratados como sinais de escalada, com protocolos de intervenção antes da morte.

6.5 · Tecnologia de segurança precisa de contrafactual, direitos e auditoria.

Reconhecimento facial, câmeras corporais, leitura de placas e IA podem ampliar capacidade. A avaliação deve medir erro, viés, crime deslocado, adicionalidade, proteção de dados, devido processo e custo por resultado — não apenas número de câmeras instaladas.

6.6 · Segurança pública também é política de juventude.

Quando adolescentes e jovens aparecem desproporcionalmente entre vítimas, escola, qualificação, urbanismo, esporte, cultura e acesso a trabalho deixam de ser “políticas sociais paralelas” e passam a integrar a prevenção da violência letal.

6.7 · Operação é instrumento; estratégia é capacidade permanente.

Grandes operações podem ser necessárias, mas sucesso sustentável exige equipes, inteligência, investigação, protocolos, orçamento, gestão prisional e aprendizado que permanecem quando a operação termina.

6.2 · Leitura editorial

Cartão vermelho e cartão amarelo

🟥

Cartão vermelho · a maior parte dos homicídios ainda não recebe resposta rápida

A investigação é uma camada estratégica de segurança. Sem autoria, prova e responsabilização, mortes permanecem sem resposta e redes violentas podem continuar operando.

🟨

Cartão amarelo · queda agregada pode esconder violência crescente

Feminicídios e mortes por intervenção policial subiram em 2025; liderar a taxa geral não basta se outras formas de letalidade pioram.

6.3 · Vozes qualificadas

Como especialistas ajudam a ler o placar

Leituras editoriais. As formulações resumem as fontes indicadas em cada card; o link leva ao material original.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Renato Sérgio de Lima

Segurança precisa operar como sistema, porque o crime já opera em rede.

Governança, inteligência, investigação, prevenção, polícia, prisões e dados precisam formar uma arquitetura interoperável. Reduzir homicídios de forma sustentada exige coordenação institucional, não apenas operações isoladas.

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Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Samira Bueno

Queda agregada precisa ser aberta por território, gênero, raça, idade e uso da força.

Uma taxa nacional menor é avanço real, mas proteção da vida só é sustentável quando o diagnóstico identifica quem ainda concentra o risco e quando a qualidade dos dados permite acompanhar homicídios, feminicídios e letalidade policial separadamente.

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Ipea

Daniel Cerqueira

Políticas integradas e avaliadas ensinam mais que operações episódicas.

Experiências de redução consistente de homicídios apontam para planejamento territorial, prevenção, coordenação entre órgãos e avaliação. A capacidade de aprender com políticas é parte da própria política de segurança.

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Instituto Sou da Paz

Carolina Ricardo

Esclarecer homicídios deve ser uma missão mensurável do Estado.

Investigação, perícia e responsabilização precisam ser acompanhadas por coortes e prazos. Sem saber quantos homicídios são esclarecidos e em quanto tempo, o Estado não consegue medir plenamente sua capacidade de interromper ciclos de violência.

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7 · Como jogam os líderes

Como jogam os líderes — e quem está virando o jogo

Os casos mais úteis não mostram uma receita única; mostram capacidades diferentes. Santa Catarina ajuda a perguntar como sustentar taxa baixa e gestão contínua; Espírito Santo, como avaliar uma política territorial integrada; Distrito Federal, como investigação muda o diagnóstico; e Boston oferece evidência externa de que foco em grupos de alto risco pode funcionar quando desenho, serviços e avaliação caminham juntos.

Santa Catarina · taxa baixa

Estabilidade precisa virar conhecimento institucional

Santa Catarina lidera o placar de 2025 e mantém publicação recorrente de indicadores. O valor do caso está em estudar processos, territórios e continuidade — não presumir que a posição decorra de um programa único.

Como funciona. Dados frequentes permitem detectar inflexões e orientar gestão; a próxima fronteira é conectar taxa baixa a investigação, violência de gênero, uso da força e prevenção residual.

Em relação ao Brasil. Estados com taxas altas precisam reduzir rapidamente o nível; estados líderes precisam descobrir por que sua baixa letalidade persiste e quais riscos podem revertê-la.

O que aprender. Liderança sustentada exige painel de capacidades, e não apenas comemoração do resultado agregado.

Abrir Segurança em Números ↗
Espírito Santo · política avaliada

Estado Presente: território, prevenção, segurança e avaliação

O Espírito Santo oferece um dos casos brasileiros mais valiosos por combinar intervenção territorial com avaliação de impacto. O IJSN estimou redução relevante de homicídios atribuível à política entre 2019 e 2022.

Como funciona. Governança, foco territorial, repressão qualificada, prevenção e monitoramento funcionam como pacote; a avaliação tenta separar o efeito da política de tendências externas.

Em relação ao Brasil. Muitas políticas de segurança são celebradas após queda de crime sem contrafactual. Aqui, a existência de avaliação melhora a qualidade da aprendizagem federativa.

O que aprender. Copiar o nome do programa não basta; é preciso reconstruir mecanismos, intensidade, custo e contexto.

Ver a avaliação ↗
Distrito Federal · investigação

Baixa letalidade ganha outra dimensão quando o Estado também esclarece

O DF combina posição favorável no placar com desempenho historicamente elevado nos levantamentos disponíveis de esclarecimento. Isso mostra por que taxa de morte e capacidade investigativa devem ser analisadas juntas.

Como funciona. Investigação rápida, coordenação e bases de dados aumentam a probabilidade de transformar morte em autoria identificada, prova e responsabilização.

Em relação ao Brasil. É possível reduzir MVI e continuar esclarecendo pouco; nesse caso, parte da capacidade criminal permanece invisível e famílias seguem sem resposta.

O que aprender. O Brasil precisa de indicador nacional oficial e comparável de esclarecimento, com coorte e prazo definidos.

Ver Onde Mora a Impunidade ↗
Benchmark internacional · evidência

Dissuasão focalizada: foco intenso onde a violência se concentra

Programas inspirados em focused deterrence combinam análise de grupos violentos, consequências previsíveis, comunicação direta e oferta de serviços. A evidência recente é favorável, inclusive em desenhos experimentais.

Como funciona. A estratégia concentra recursos escassos sobre os grupos e comportamentos que geram parcela desproporcional da violência, buscando elevar a certeza da resposta e oferecer rotas de saída.

Em relação ao Brasil. O princípio é potencialmente útil ao Brasil, mas grande parte da evidência vem de outros contextos institucionais; adaptação e avaliação local são indispensáveis.

O que aprender. Foco não significa repressão indiscriminada: exige diagnóstico, proporcionalidade, serviços, coordenação e contrafactual.

Ver a revisão de evidências ↗
Jogadas dignas de nota

Políticas, arranjos e histórias que merecem ser conhecidas

Investigação

36% esclarecidos

A 8ª edição de Onde Mora a Impunidade mostra que a maioria dos homicídios de 2023 não havia chegado a denúncia até o fim de 2024.

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Uso da força

Câmera funciona dentro de uma instituição

A experiência paulista mostra efeito relevante quando câmeras vêm acompanhadas de protocolo, acionamento, supervisão e cadeia de custódia.

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Armas

Rastrear o estoque acumulado

A desaceleração de novos registros não elimina o desafio de fiscalizar, rastrear e impedir desvios do estoque civil para mercados ilícitos.

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Meta nacional

Atingir a meta não encerra a política

A taxa de homicídios caiu abaixo da referência nacional prevista, mas o PNSP também exige prevenção a grupos vulneráveis, investigação e controle de armas.

Mais detalhes ↗
8 · Prancheta

Como virar o jogo

Competir para inovar·Cooperar para integrar·Aprender para avançar
Convergência

Quem está atrás · aprender mais rápido

Comece por dados territoriais, investigação e políticas avaliadas. O objetivo é reduzir rapidamente a distância para estados comparáveis, não importar slogans ou modelos inteiros.

Fronteira

Quem está na frente · inovar mais

Estados líderes devem atacar a fronteira: elucidação, crimes concentrados, violência contra mulheres, letalidade policial, prevenção de reincidência e uso responsável de tecnologia.

Federação

Liderar também é compartilhar

Crime organizado atravessa fronteiras. Inteligência, protocolos, bases interoperáveis e avaliações precisam circular pelo SUSP e entre estados para evitar 27 sistemas isolados.

8.1 · Criar um Balanço Estadual de Proteção da Vida.

Publicar painel integrado de MVI, homicídios, feminicídios, letalidade policial, vitimização policial, esclarecimento, armas, violência juvenil, concentração territorial e reincidência, com séries e metadados comparáveis.

**Responsáveis:** secretarias estaduais de Segurança, MJSP/Senasp, polícias, perícias, MPs e tribunais em dados de responsabilização. **Indicadores:** completude, periodicidade, comparabilidade; taxas por grupo e território; tempo entre evento e atualização. **Horizonte:** desenho comum em 12 meses; cobertura nacional progressiva em 24–36 meses. **Risco:** criar painel sofisticado sem rotina de decisão ou mascarar diferenças de classificação entre UFs.

8.2 · Tornar investigação de homicídios uma missão de alta prioridade.

Fortalecer DHPPs/unidades equivalentes, perícia, preservação do local, inteligência, laboratórios e integração com MP e Justiça, com gestão de coortes e casos antigos.

**Responsáveis:** governos estaduais, polícias civis, perícias, MJSP, MPs e Judiciário. **Indicadores:** percentual esclarecido em 12 e 24 meses; tempo mediano; qualidade/tempo dos laudos; denúncias; estoque de casos. **Horizonte:** metas estaduais em 12 meses; convergência sustentada em 4–8 anos. **Risco:** elevar “esclarecimento” apenas por reclassificação ou pressionar investigações frágeis para cumprir meta.

8.3 · Concentrar prevenção e dissuasão nos microterritórios e redes de maior risco.

Usar análise de homicídios, conflitos, armas e grupos para construir intervenções focalizadas que combinem consequências previsíveis, mediação, serviços, proteção e alternativas para pessoas em maior risco.

**Responsáveis:** estados, municípios, polícias, assistência, educação, saúde, sistema de justiça e organizações comunitárias. **Indicadores:** homicídios e tiros em áreas-alvo; reincidência; deslocamento territorial; cobertura de serviços; vitimização dos grupos priorizados. **Horizonte:** pilotos avaliados em 18–24 meses; escala em 3–6 anos. **Risco:** importar modelos estrangeiros sem adaptação, ampliar estigma ou deslocar violência sem reduzi-la.

8.4 · Construir uma arquitetura nacional contra armas e redes criminosas.

Integrar rastreabilidade de armas e munições, balística, inteligência financeira, dados penitenciários e análise interestadual, priorizando redes que explicam parcela relevante da violência letal.

**Responsáveis:** MJSP, PF, Exército, estados, COAF, sistema prisional, MPs. **Indicadores:** armas rastreadas; tempo de rastreamento; origem dos desvios; redes desarticuladas; ativos bloqueados; vínculos interestaduais identificados. **Horizonte:** interoperabilidade mínima em 2 anos; maturidade em 5 anos. **Risco:** acumular bases sem qualidade, governança ou capacidade analítica e ampliar acesso indevido a dados sensíveis.

8.5 · Reduzir simultaneamente crime e uso letal da força.

Estabelecer protocolos, supervisão e avaliação de uso da força; adotar câmeras e outras tecnologias quando houver desenho institucional, cadeia de custódia e métricas de resultado.

**Responsáveis:** governos estaduais, polícias militares/civis, corregedorias, MPs, defensorias e órgãos de controle. **Indicadores:** mortes e lesões por intervenção; policiais vitimados; denúncias; acionamento e integridade das câmeras; abordagens; crimes nas áreas tratadas. **Horizonte:** protocolos e baseline em 12 meses; avaliação anual. **Risco:** confundir redução de letalidade com redução automática de atividade policial ou usar tecnologia como substituto de supervisão e treinamento.

8.6 · Criar uma cadeia de prevenção do feminicídio e da violência fatal contra grupos vulneráveis.

Integrar avaliação de risco, medidas protetivas, armas, reincidência, saúde, assistência e Justiça para agir antes da escalada fatal; abrir indicadores por sexo, raça e idade.

**Responsáveis:** estados, municípios, Judiciário, MPs, defensorias, saúde e assistência. **Indicadores:** feminicídios; tentativas; reincidência; tempo de concessão/cumprimento de medida protetiva; vítimas com histórico prévio conhecido. **Horizonte:** protocolos interoperáveis em 18 meses; redução sustentada em 4–8 anos. **Risco:** produzir formulários de risco sem capacidade de resposta ou compartilhar dados sensíveis sem proteção adequada.

8.7 · Tratar prisões como parte da estratégia de redução de homicídios.

Conectar inteligência penitenciária, controle de comando criminoso, classificação de risco, trabalho, educação, saúde e reinserção com as políticas territoriais de segurança.

**Responsáveis:** secretarias penitenciárias, MJSP/Senappen, polícias, Judiciário, MPs e políticas sociais. **Indicadores:** comunicação ilícita detectada/interrompida; reincidência; participação em educação/trabalho; mortes e violência intramuros; vínculos entre comando prisional e crimes externos. **Horizonte:** integração de inteligência em 2 anos; resultados de reincidência em 5–10 anos. **Risco:** responder a governança criminal apenas com isolamento indiscriminado e produzir mais recrutamento e violência.

8.8 · Fazer do SUSP uma rede de aprendizagem baseada em evidências.

Financiamento federal deve apoiar capacidade, dados e políticas com teoria de mudança; experiências estaduais precisam ser avaliadas, replicadas quando funcionarem e encerradas quando não produzirem efeito.

**Responsáveis:** MJSP/Senasp, estados, universidades, Ipea, centros de pesquisa e órgãos de controle. **Indicadores:** políticas com avaliação; tempo entre evidência e correção; recursos vinculados a capacidade; replicações avaliadas; resultados por custo. **Horizonte:** protocolo de avaliação em 12 meses; carteira federativa em 2–4 anos. **Risco:** transformar avaliação em ritual burocrático ou premiar somente UFs com maior capacidade prévia de produzir projetos.

Como saber se o jogo virou?

O jogo terá virado quando a queda nacional continuar por vários ciclos; a distância entre UFs diminuir; homicídios forem esclarecidos com rapidez muito maior; feminicídios e letalidade policial caírem junto com a MVI; armas e redes forem rastreadas com mais precisão; prisões deixarem de amplificar comando criminal; e estados conseguirem explicar **qual capacidade produziu o resultado e quanto ela custou**. Segurança de excelência não é um ano bom: é uma federação capaz de proteger a vida, aprender e sustentar a melhora.

9.1 · Jornada do Cidadão · ação rápida

Leve a discussão para as redes

Torcedor · 2 min

Leve uma pergunta do placar para a conversa

Use a súmula de Mortes violentas para abrir uma conversa com dado, comparação e dúvida explícita.

  1. Escolha o dado do placar que mais chamou sua atenção.
  2. Compare com pelo menos uma referência da tabela.
  3. Compartilhe uma pergunta e inclua o link da súmula para que outras pessoas possam conferir a fonte.
9.2 · Centro de Treinamento

Treine a leitura antes de entrar mais fundo no debate

Treino rápido

Entenda os conceitos-chave

Categoria de Base · 4 min

Treine a leitura de Mortes violentas

Antes de discutir o ranking, explique com suas palavras que a partida mede a taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.

  1. Explique em uma frase que o indicador mede a taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.
  2. Identifique na tabela o Brasil e duas referências.
  3. Leia o VAR/metodologia e anote uma conclusão que o indicador, sozinho, não permite tirar.
  4. Refaça a explicação sem jargão técnico.
9.2.1 · Quiz integrado ao jogo

Quiz da partida

Três perguntas para verificar se o placar foi entendido sem transformar o indicador em resposta pronta.

Vale para sua patente. Acertos inéditos aqui alimentam o mesmo progresso do Jogo da República.

1. O que o placar principal compara?

Explicação: A taxa padroniza o resultado pela população e permite comparar UFs de tamanhos diferentes.

2. Nesta partida, qual resultado é melhor?

Explicação: Menor letalidade é o resultado desejado; a taxa precisa ser lida junto com território e perfil das vítimas.

3. Qual é o VAR obrigatório?

Explicação: O indicador é importante, mas não resume segurança e não identifica sozinho a causa das diferenças.

Placar do quiz: 0/3

9.2.2 · Missões

Investigue o jogo no mundo real

Olheiro · 15–30 min

Ache o indicador no mundo real

Procure uma política ou prática local de prevenção da violência e redução da letalidade.

  1. Escolha um caso concreto e identifique data, local e responsáveis.
  2. Separe o que é fato observado do que é interpretação.
  3. Guarde pelo menos uma fonte verificável.
  4. Compare o caso com o diagnóstico da súmula e registre onde a comparação funciona — e onde não funciona.
9.2.3 · VAR e metodologia

Confira a jogada por trás dos dados

Ver método, definições e limites desta partida

O que é MVI

A metodologia do FBSP agrega homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. Ela é útil para comparar letalidade intencional, mas não substitui a abertura por componentes.

MVI e homicídio não são o mesmo indicador

A taxa nacional de MVI foi 19,1 por 100 mil em 2025. A meta do PNSP usa taxa de homicídios, que segue definição própria e ficou abaixo de 16. Comparar metas exige preservar a definição de cada série.

Esclarecimento também precisa de coorte e prazo

“Caso esclarecido” depende de definição e janela temporal. A pesquisa do Sou da Paz observa homicídios ocorridos em um ano e verifica se houve denúncia criminal até o final do ano seguinte. Um indicador oficial deve declarar a mesma lógica com transparência.

Causalidade exige contrafactual

Queda após uma política não prova efeito. Avaliações do Estado Presente, câmeras corporais e intervenções focalizadas são úteis justamente porque tentam construir comparação mais rigorosa. Mesmo assim, transferência entre contextos deve ser testada.

Qualidade do registro é capacidade de segurança

Diferenças de classificação, mortes a esclarecer e estados que não enviam bases completas podem distorcer comparações. Padronização e transparência são parte da política, não apenas metodologia estatística.

10 · Conexões do Campeonato Brasileiro

Os placares mudam quando outras partidas mudam

Conexão

Estado de Direito

Investigação e responsabilização determinam se a regra vale na prática.

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Conexão

Confiança

Medo e vitimização alteram como pessoas usam a cidade e cooperam.

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Conexão

Gini

A violência se concentra em grupos e territórios já vulneráveis.

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Conexão

Vida saudável

Homicídios e lesões retiram anos de vida e ampliam carga de doença.

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11 · Fontes e evidências

Confira de onde vêm os números e os argumentos

Dado / fonte institucionalFBSP · 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 · MVI 2025Fonte canônica da tabela de Mortes Violentas Intencionais por UF em 2025. A tabela oficial informa números absolutos, taxas por 100 mil habitantes e variação frente a 2024.Fonte verificadaLeitura de apoioAbrir fonte ↗MVI, letalidade policial e estatísticas estaduais de 2025.Referência para aprofundamentoDado / fonte institucionalFBSP · MVI 2025 · avanços e desafiosSíntese do 20º Anuário: 40.775 MVI, taxa 19,1 e queda de 8,2% em 2025; alerta para feminicídios e letalidade policial.Fonte verificadaDado / fonte institucionalFBSP · 20ª edição · panorama 2025Panorama de 2025: queda das MVI, meta nacional de homicídios, feminicídios e violência doméstica.Fonte verificadaEstudo empíricoInstituto Sou da Paz · Onde Mora a Impunidade? · 8ª ediçãoIndicador de esclarecimento: 36% dos homicídios de 2023 esclarecidos até o fim de 2024; dados calculáveis para 17 UFs.Fonte verificadaDado / fonte institucionalMJSP · Projeto Nacional de Investigação de HomicídiosProjeto da Senasp para elevar capacidade de investigação, fortalecer unidades especializadas, infraestrutura, tecnologia e integração institucional.Fonte verificadaDado / fonte institucionalIJSN · Avaliação de impacto do Estado PresenteAvaliação estima entre 1.294 e 1.600 homicídios evitados entre 2019 e 2022, conforme intervalo estatístico adotado.Fonte verificadaEstudo empíricoCriminology & Public Policy · focused deterrence · revisão 2026Revisão de 50 avaliações controladas, incluindo nove experimentos randomizados; encontra redução de crime associada a dissuasão focalizada, com efeitos menores nos desenhos mais rigorosos.Fonte verificadaEstudo empíricoFGV · Avaliação de câmeras corporais em São PauloAvaliação quase experimental do Olho Vivo encontra redução relevante de mortes e lesões por intervenção policial nas unidades tratadas e discute mecanismos institucionais.Fonte verificadaEstudo empíricoUNICEF/FBSP · Câmeras corporais em São Paulo · 2ª ediçãoAnalisa mudanças de protocolo e evolução das mortes de crianças e adolescentes por intervenção policial entre 2022 e 2024.Fonte verificadaDado / fonte institucionalFBSP · Um novo ciclo para a política de armas no BrasilDiscute desaceleração do mercado legal, estoque civil, fiscalização, rastreabilidade e riscos de desvio para mercados ilícitos.Fonte verificadaEstudo empíricoIpea/FBSP · Atlas da Violência 2025Análise de homicídios e desigualdades raciais, juvenis e territoriais, com série baseada no SIM.Fonte verificadaDado / fonte institucionalMJSP · Metas do PNSP 2021–2030Metas nacionais de homicídios, mortes violentas de mulheres, proteção de profissionais e outros resultados do PNSP.Fonte verificadaDado / fonte institucionalMJSP · Pronasci IIEixos de prevenção, vítimas, racismo, sistema prisional e conexão com metas do PNSP.Fonte verificadaDado / fonte institucionalFBSP · Crianças e adolescentes e violência letal · 2026Registra 2.079 MVI de crianças e adolescentes em 2025 e descreve a forte exposição de adolescentes e jovens à letalidade policial.Fonte verificadaDado / fonte institucionalFBSP · Atividade policial e letalidade · Anuário 2026Discute 6.602 mortes decorrentes de intervenção policial em 2025, alta de 5,4%, e vitimização de profissionais de segurança.Fonte verificadaDado / fonte institucionalSSP-SC · Segurança em NúmerosSérie de boletins mensais da Gerência de Estatística e Análise Criminal da SSP-SC.Fonte verificadaDado / fonte institucionalIJSN · Avaliação do Estado PresenteAvaliação de impacto do Programa Estado Presente sobre homicídios no Espírito Santo.Fonte verificadaDado / fonte institucionalGoverno de SP · Indicadores criminais 2025Balanço oficial de 2025 com série histórica de homicídios e outros crimes.Fonte verificada